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Bate Papo sem bate boca

Posted by: shirleyfarber

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 (editorial da revista de setembro)
Em setembro o programa de TV Bate Papo com Shirley completou 4 anos no ar. Hoje o programa é exibido em tvs a cabo em mais de 30 cidades em Massachusetts com grande audiência e uma variedade de entrevistados. O programa de aniversário mostrou os dois lados da polêmica dos censo.

Esse mês a mídia brasileira focalizou mais uma vez um bate boca sobre o assunto do censo e o defensor do boicote na comunidade brasileirra (Fausto da Rocha). Por um lado eu concordo com a mídia brasileira que precisa se defender do aburdo proposto por Fausto da Rocha (diretor executivo do Centro do Imigrante Brasileiro) em seu programa de rádio, de colocar seus ouvintes contra os jornais comunitários como se estes, ao apoiar o censo, estivessem contra a legalização dos nossos compatriotas. Por outro lado, defendo o direito do Fausto de utilizar o boicote ao censo como forma de pressão política em favor de uma reforma imigratória. E até como forma de chamar a atenção para o assunto é válida.



Opinião sobre o Censo

Posted by: shirleyfarber

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Grande parte da mídia brasileira, assim como as várias organizações sem fins lucrativos, têm deixado claro seu apoio ao censo. Muitos querem incentivar o imigrante, ainda que indocumentado, a preencher corretamente o censo e se identificar como brasileiro.

Recentemente, Fausto da Rocha, diretor executivo do Centro do Imigrante Brasileiro, se colocou abertamente contra o censo para os indocumentados. Fausto tem uma opinião contraria a diretoria do CIB. Por expressar sua opinião pessoal, tem sido criticado na mídia. Em conversa exclusiva com a Bate Papo, Fausto diz: “é preciso repensar se vale a pena colocar em risco esses imigrantes.” Para ele, instituições precisam provar com dados do censo quantos brasileiros existem para que recebam mais verbas do governo. A mídia se beneficia ao provar com dados estatísticos quantos brasileiros existem e pode assim conseguir a atenção de grandes anunciantes. Mas Fausto, que durante anos viveu na ilegalidade, pergunta: “nós não somos considerados seres humanos, não temos direito a carteira de motorista, nem a pagar uma mensalidade justa para nossos filhos na faculdade, o que vai mudar com o censo?”

Quando questionado sobre as verbas que as cidades recebem de acordo com o número de habitantes, ele rebate: “quando souberem o número de imigrantes na cidade, a polícia vai receber mais recursos e estaremos dando mais munição para nos atingirem.”

Para quem tem seu green card é muito fácil pedir para os outros preencherem um papel do governo. Mas é preciso entender o medo sofrido por esses brasileiros com quem converso, que vieram pelo México, vão de casa para o trabalho com medo da própria sombra, usam dois nomes diferentes, não possuem nenhum documento que contenha sua foto com nome (nem mesmo passaporte brasileiro). Acho que eles preferem continuar invisíveis, acho que não se importam com o censo e não vêm vantagem em serem contados. Para o meu negócio (revista Bate Papo) seria ótimo poder provar que eu tenho um público alvo de um milhão de leitores em língua portuguesa. Mas se isso levar os pesquisadores a calcular o grande número de indocumentados, é capaz de, com a crise, aumentar o sentimento anti-imigrante. O que no fim das contas pode causar um retorno em massa dos imigrante ao seu país de origem. Já pensou se com a reforma imigratória é decido legalizar os 12 milhões e vem o Censo e diz que na verdade o país tem 18 milhões de imigrantes?


Entrevista com Sasckya Portro

Posted by: shirleyfarber

Tagged in: Sasckya Portro , modelo , fashion , entrevistas

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A bela Sasckya Portro chegou aqui nos EUA com 17 anos acompanhada de seus pais Marcio e Gilka e seus irmãos Tarcio e Wilka. A modelo, que nasceu em Pernambuco em 1984 e passou a infância na Paraíba, entrou direto no senior year da High School de Acton-Boxbough, MA. Seu primeiro trabalho foi no K-Mart e sua adaptação aos EUA  não foi difícil, “sou uma pessoa aberta, extrovertida, então fiz amizades rápido com brasileiros e americanos.”



Quando perguntei sobre o ¬início da sua carreira, a primeira resposta foi “ralei muito”. Por volta de 2002, ela ficou conhecida na comunidade por ter sido eleita  a Miss Brasil USA pelo estado de RI (apesar de residir em MA). De lá, ela comenta que recebia sempre incentivo de amigos dizendo que é bonita e que devia tentar a carreira de modelo.  Até que “com a minha cara e coragem fui tentar contrato com agências em Nova York e consegui!”.  Sasckya conta que estudou marketing na Boston University.  “Fui a luta e me preparei, fiz faculdade, preparei meu book”. Até que em New York participou de um open call (quando agências de modelos recebem vários candidatos ao mesmo tempo) que mudou sua vida. “Em 2006 fiz um open call e sai de lá com contrato e fui morar com outras modelos. Eu fui a única escolhida dentre 300 participantes. Eu estava hospedada num hotel em NY e saí de lá para o apartamento com outras modelos” recorda sorridente.

Seu esposo, o consultor Jeffrey Slothower, diz que conheceu a morena em 2006, em New York. Daí para frente não parou mais, em dezembro de 2007 Sasckya foi escolhida playmate da revista Playboy. Segundo a modelo, o contrato com a Playboy inclui a sua participação em várias festas promovidas pela revista, o que a leva a estar sempre viajando.

BP: Primeiros grandes trabalhos em NY?
SP: Cigar Aficionado, Lorea’l, MAC, Cover of Accessories Magazine, Cover of GS British Magazine, Playboy Playmate Miss December 2007.

BP: Contratos atuais?
SP: Além do contrato com a Playboy, tem a campanha da Pantene e tem um contrato de 5 anos com a marca de lingerie Rene Rofe que tem cartazes espalhados por NY.

BP: Como surgiu o convite para a Playboy?
SP: Em um Casting em NYC.

BP: O que mais mudou na sua vida agora que está famosa e com ¬dinheiro? Sua relação com as pessoas, poder viajar, comprar o que quiser?
SP: Os meus valores sãs os mesmos.  Viajo muito a trabalho!!! No começo até gostei muito!!! Mas agora sinto falta do esposo, família, amigos e do meu apartamento em NYC. E quanto às compras, não sou “burra” posso comprar o que quero mas compro o que preciso... Me acho uma pessoa decidida e de muita perseverança. O conselho que deixo é: não desista dos seus sonhos.

No website da modelo é www.sasckya.com, você poderá encontrar vários dos trabalhos realizados pela brasileira, com fotos e vídeos.

Ela pode ser encontrada no Twitter e Facebook. 


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